21 de outubro de 2014

[Resenha #85] Fake - Felipe Barenco

Titulo: Fake
Autor: Felipe Barenco
Editora: UMO
Ano: 2014
Páginas: 264
Avaliação: 4/5

Sinopse:
Téo está prestes a completar vinte anos e acabou de passar para o curso de Direito. Não bastasse a euforia em começar a faculdade, ele se apaixona por Davi, um garoto que chegou ao Rio de Janeiro para ser ator. O livro fala sobre a descoberta da sexualidade e do amor, numa fase da vida em que não sabemos se somos jovens ou adultos. É o romance de estreia de Felipe Barenco.




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Os gays só não superam as mulheres porque (ainda) não podem ser mães.

    Caso Contrário seriam imbatíveis . (Mulher-Maravilha) 

   Téo é o filho mais velho de uma família de classe média baixa do Engenho Novo na zona norte do Rio. Ele é um filho "perfeito", sempre tira notas altas, não bebe, não é de sair, etc. Ele passa para Direito na UERJ o que deu mais motivos para seus pais de orgulharem. A família de Téo é uma família tradicional que mantém as aparências para a vizinhança. Eles levam uma vida normal até um dia depois do seu aniversário de 20 anos que com a ajuda da Tia Eleonora (particularmente a personagem mais legal e louca do livro), se assume gay para os pais. O pai não curtiu e disse que "Já sabia" e pensou que seria como uma modinha de verão que iria passar, porém não aconteceu como ele esperava. 

   Téo não era uma pessoa muito religiosa, mas acreditava em Deus e ele tinha um ritual em que quando precisasse orar ao invés de ir para igreja ele ia para a Quinta da Boa Vista e se sentava em baixo de uma árvore e orava. Mas nesse dia foi diferente, pois um menino que ele nunca tinha visto pede para Téo o fotografar em frente aquela mesma árvore, para mandar para a mãe, ele era do interior de São Paulo e tinha vindo para o Rio para tentar ser ator. Téo no mesmo momento ficou encantado com o Davi e quando deu por conta já estava andando de pedalinho ao por do sol com ele. Os dois trocaram o telefone e foram embora, mas eles perdem o contato quando Davi logo em seguida é assaltado e perde o telefone.

   Por ironia do destino ou não, Téo reencontra Davi quando vai ao Shopping com seu melhor amigo e pé no saco Tiago que também é ator. Tiago não vai muito com a cara de Davi, mas Téo está gostando muito dele e não dá ouvidos para o amigo. No decorrer da hitória Téo se aproxima mais de Davi e descobre que na verdade não o conhece por completo, na verdade não conhece nada sobre o menino. 


"Antes de eu nascer, Deus me perguntou: "Téo, você quer ser platônico ou daltônico?" Eu respondi rápido, me achando muito esperto: "Daltônico não, não quero ver o mundo em preto e branco". Então, ele se vingou de mim: "Vai, Téo, siga platônico. E esteja fadado a enxergar cor onde simplesmente não existe". 


   Felipe escreveu o livro de uma forma limpa e simples, e isso me prendeu muito (li o livro em poucas horas) e como narrativa também é simples e toda em primeira pessoa eu me senti na pele do Téo. O livro conta uma história muito bonita. Não poderei mais resumir a história, pois estaria dando um spoiler atrás do outro, rsrs. 

   Ah, antes que eu me esqueça eu amei a capa ela é bem simples, e no decorrer da história o camaleão é explicado, rsrs. Ganhei o livro de aniversário e comecei a ler no dia seguinte, e como eu não tenho o costume de ler autores nacionais, na verdade  livros nacionais li poucos, aqueles para a escola (Dom Casmurro, Brida, Gabriela, etc.) e eu estou pegando muito gosto por livros nacionais, na fila de espera já tem Morangos Mofados - Caio Fernando Abreu e Poética - Ana Cristina Cesar. Ops, fugi um pouco, rsrs. 

   Eu tenho uma brincadeirinha que faço com os livro que é dar uma trilha sonora a eles. Para esse livro eu escolhi só duas músicas que foram: 

The Firts Time Ever A Saw Your Face - Celine Dion; 
Elephant Gun - Beirut. 

   Façam isso também, eu me divirto muito, rs. 

   Enfim, o livro é maravilhoso e só não dei 5 na avaliação, pois achei o Téo muito bobinho  em algumas partes, sendo ele tão inteligente, mas nada que te deixe perder o gosto por lê-lo. Espero que tenham gostado da resenha e super indico o livro e estou ansioso para ler mais livros do Felipe, para um livro de estréia ele fez um trabalho muito bom. 


Beijos, Luan. 

2 comentários:

  1. O livro parece muito interessante, mas no momento não me sinto motivada a lê-lo. Talvez seja porque o romance não soou com aquele "tchan", sabe? Aquele "elemento x" que nos prende à história… Parece tudo tão suave quanto o romance narrado. E, no momento, estou em busca de fortes emoções! Haha.

    Ah, eu adoro a literatura nacional contemporânea. <333 Muito amor.

    Beijos!
    http://www.myqueenside.blogspot.com

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    Respostas
    1. Francine! Esse livro tem sim um elemento x e é um senhor elemento rsrs , só não posso falar, rsrsrs.

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